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Crónicas do Quintal

Blog sobre o que se vai passando neste nosso "quintal"

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Crónicas do Quintal

21
Jul11

Renegociar a dívida é ser caloteiro?

João Mateus

Renegociar a dívida significa ser caloteiro?

 

Não necessáriamente, pode significar apenas que adquirimos consciência que nos endividámos demais e que, pelas condições impostas pelos nossos credores, que voluntàriamente aceitámos, jamais teremos hipóteses de pagar aquilo que devemos.

 

Portanto antes que outros declarem a nossa falência (que no fundo é o que, a prazo, nos irá acontecer) devemos ser nós a procurar os nossos credores e a propor-lhes uma forma mais suave e menos penosa de saldarmos a nossa dívida, permitindo-nos assim, sobreviver e, ao mesmo tempo, honrar os nossos compromissos.

 

Isto é , no fundo, o que fará qualquer individuo consciente!

 

Então porque não o fazemos como país?

 

Não teremos, necessáriamente, de chegar ao pé dos nos nossos credores e dizer-lhes que, pura e simplesmente, não lhes pagamos ou que lhe iremos pagar apenas parte daquilo que lhes devemos, poderemos dizer-lhes apenas que queremos pagar-lhes aquilo que lhes devemos num prazo maior e com uma taxa de juro mais baixa.

 

É claro que poderá haver uma parte da nossa dívida que não é legitima, e a existir, ela não deverá ser paga, mas isso só poderá ser determinado através de uma auditoria às contas públicas, mas não existe na sociedade sequer consenso quanto à sua realização, quanto mais a quem a iria realizar!

 

Não tenhamos, no entanto, dúvidas que, a continuarmos assim (a contrair dívidas para pagar dívidas e, ainda por cima com juros assustadoramente acima dos nossos níveis de crescimento) não conseguiremos pagar aquilo que devemos e, nessa altura, será bem pior não só para nós, como para aqueles a quem devemos.

 

 

18
Jul11

Bons Passos?

João Mateus

José António Saraiva, na edição on line do Sol, dizia ontem, a propósito do Governo de Passos Coelho:

 

""CONCLUINDO, este Governo foi ao encontro do senso comum: de uma certa justiça social (‘ou há moral ou comem todos’), da necessidade de poupar, da obrigatoriedade de emagrecer o Estado."

 

 

Ora bem, o que se verifica é que, se tivermos em conta a verdadeira medida emblemática, com valor real, deste executivo, o Imposto Extraordinário sobre os rendimentos é que, afinal,


"moral há, não comem é todos"!

 

12
Jul11

A propósito de público e privado.

João Mateus

Últimamente tenho-me envolvido em algumas polémicas em blogs que defendem a privatização de tudo e mais alguma coisa mas, para não jogar no terreno do adversário, resolvi fazê-lo aqui.

 

Pois bem, para mim puro!

 

Isto é, que o publico seja público e o privado, privado... misturas é que não.

 

Têm que acabar de uma vez por todas as malditas parcerias público-privadas sejam elas nas auto-estradas, nas pontes, na educação ou mesmo na saúde.

 

É muito engraçado que quando se fala em parcerias público privadas só se fala em auto-estradas, pontes, etc, o que não acontece por acaso, mas sim por nesse ramo figurar uma empresa onde tem lugar alguém muito ligado ao Partido Socialista (preciso dizer a empresa e o nome? Se for preciso digo!)

 

Mas, já imaginaram, por exemplo, o que seria da maioria dos hospitais privados, dos laboratórios de análises, etc, se não vivessem em contractos com o Estado, seja como o Ministério da Sáude, seja através da ADSE?

 

Pois eu digo-vos, apesar de dizerem que não sei quantos por cento dos portugueses (40%?) já terem seguros de sáude, seria a falência pura e simples!

 

E as tais escolas que, soubemos agora, eram privadas, mas eram subsidiadas pelo estado e que, só porque lhes estava a ser diminuída a comparticipação já estavam a ameaçar fechar?

 

É, realmente, tempo de acabar com parcerias onde os lucros ficam para os privados e os prejuízos para o Estado.

 

Pois se quiserem privatizar... privatizem, mas não venham depois dizer que o estado tem que continuar a subsidiar isto e aquilo, só porque, pretensamente é serviço público!

 

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