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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

Os argumentos da direita a propósitos do novo imposto sobre os imóveis

 

Estes argumentos da direita, são fàcilmente desmontáveis, Senão vejamos:

 

  1. Em primeiro lugar quando se fala de democracia é preciso questionar que representatividade têm aqueles que vêm por em causa alguém que, por mais que lhes doa foi eleito pelo povo

  2. A acreditar pelo que tem sido dito, de facto houve algo que correu mal com os socialistas pois pelos vistos a coisa tinha sido combinada. Isto é o BE ficava com o odioso da questão enquanto o PS ficava resguardainho e o BE (porquê pessoalizar em Mariana Mortágua?) e o BE, pelos vistos não se importou de assumir esse papel.

  3. Ainda havia dúvidas quanto ao que é o BE e aquilo que pretende? Como se o BE, ao contrário de outros nunca o escondeu?

  4. Não era suposto haver uma baixa de impostos? De facto era, mas a baixa refere-se ao conjunto ou apenas a um imposto? É que, de facto “Não há almoços grátis” e quando se vai repor aquilo que de facto foi “roubado” por alguém (e eu que o diga) não haja ilusões é mesmo preciso ir buscar esses recursos a algum lado e aqui é que está o busilis da questão.

  5. O busilis da questão é mesmo esse. Vamos partir do princípio que quem iria pagar o imposto em discussão seria quem teria um património imobiliário de valor superior a 500 000 € que foi o que surgiu na praça publica! Alguém ainda acredita que em Portugal (sim em Portugal) alguém que trabalhou “arduamente” ( e, sobretudo honestamente) durante uma vida inteira conseguiu reunir um património de valor igual ou superior a 500 000€?. Pois vamos a factos:

    a) O meu exemplo, 39 anos de trabalho (36 de funcionário público) 65 anos de idade, o meu “grande património” é uma casa adquirida, com recurso a empréstimo (logo com hipoteca) no valor de 90 000€ que ainda está a ser paga

    b) Mas o exemplo dos meus pais é ainda mais flagrante, trabalharam uma vida inteira, por conta própria ou por conta de outrem, começaram aos 8 e 11 anos, sem horário de trabalho e o património adquirido foi de 2 casas avaliadas pelas finanças em 9 e 18 000€, respectivamente.

    c) Quem é afinal da “classe média” em Portugal? Para mim alguém que terá um rendimento per capita por volta dos 1 200€ mensais! Logo, alguém acredita que com este rendimento alguém se possa abalançar ou ter abalançado a adquirir um património imobiliário superior a 500 000 € ? Só se foi com empréstimo e lá está, vive acima das suas possibilidades, porque o rendimento não se destina só a pagar a casa, é preciso pagar o carro, as férias, os livros para os filhos, eventualmente um curso superior, etc, etc!

 

Por tudo o que fica dito, arranjem outros argumentos e, se não os têm dediquem-se à pesca porque, enquanto políticos são, para usar um termo educado (que é aquilo que normalmente não usam) uma nódoa!

 

 

publicado por João Mateus às 17:24
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