Pessoas que gostam disto

Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

Ser criança em Portugal no século XXI



Os problemas das crianças que nascem em Portugal começam logo à nascença, basta ter o azar de nascer na área de influência de alguma das maternidades que foram (ou vão ser) encerradas. Corre-se o risco de nascer na ambulância ou, com algum azar, pode-se até ir nascer a Espanha (Badajoz).

Depois corre-se o risco de, aos 4 meses, perder a companhia da mãe, pois quase de certeza os pais trabalham e vão ter que entregar o seu rebento a uma ama ou a uma creche. Aí espera-se que nada de mau aconteça e que não se corra o risco de serem administrados uns comprimiditos para adormecer ou, até, não sejam presenteados com algumas “palmaditas” para ajudar a sossegar.

Os pais vão, certamente ter que abrir os cordões à bolsa e desenbolsar umas boas notas pois, quase de certeza, não vão encontrar uma creche pública onde pagarão de acordo com as suas possibilidades.

Chegados á idade da ida para o básico é mais uma mudança e um meter de mãos nos bolsos dos pais, pois quase de certeza vão ter que pagar mais um prolongamento.

Além disso como eles querem que os filhos tenham uma vida “saudável” e venham a ser "alguém" um dia mais tarde, lá vão mais umas aulitas de ginástica, de natação, de inglês e, eventualmente, de ballet.

Ao fim, do dia, chegarão com certeza, os pais todos esbaforidos, cheios de pressa. Lá “enfiam” os putos dentro do carro e lá vão a correr para casa, para fazer o jantar e dar banho ao pessoal, que entretanto vai fazendo os trabalhos de casa (normalmente isto é uma carga de trabalhos, pois perceba-se lá porquê, são receitados trabalhos que não se sabem fazer e é necessária a ajuda dos pais)

Finalmente tempo para brincar? Qual quê, nem pensar nisso, que há que ir deitar, uma vez que no dia seguinte há que levantar cedo!

Chega, finalmente, a idade do secundário umas vez que já se é um  “homenzinho” ou uma “mulherzinha”.

É certo que a vida é um bocado parecida com a do básico (as mesmas aulas disto e daquilo e os mesmos trabalhos que, normalmente, exigem a ajuda dos pais ou, quando estes não podem ou se estão marimbando, de um explicador) mas, finalmente, há autorização para deitar um pouco mais tarde e podem-se ver umas séries na televisão ou com alguma sorte (mais uma vez dependente das possibilidades dos pais) jogam-se uns jogos na playstation ou conversa-se com os amigos no computador.

Bela vida esta, não haja dúvida!


PS:

Este artigo pretende apenas retratar a vida de crianças ditas normais (as outras deixamos para os especialistas)
publicado por João Mateus às 16:06
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2 comentários:
De RB a 2 de Junho de 2006 às 18:23
Concordo plenamente. Com tantas actividades, as crianças ficam sem tempo para o essencial: brincar.
Parece que os pais esquecem ou não sabem mesmo, como é importante o brincar no desenvolvimento físico e psíquico das crianças. Talvez seja porque eles próprios
também andam demasiado ocupados...
Beijinhos
De Irrpu a 25 de Novembro de 2007 às 18:25
E exatamente isso ... a vida das criancas normais e descrita nesses paragrafos ate as ultimo ponto . Nao falta nada. E como no fim dito s vidas de outras criancas deixamos para os especialistas... eu nao sou uma crianca normal , e realmente esses paragrafos nao se adaptam nem um pouco a minha vida. E acho que nenhuma das criancas devia ser normal , se ser normal e o que esta transcrito aqui . E um desperdicio da vida. Acordem CRL !

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