Pessoas que gostam disto

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Porque não declaramos insolvência?

 

Um individuo “sensato” mesmo que episodicamente possa pedir emprestado, nunca deixa que o pé seja maior que o sapato, isto é, vai vivendo de acordo com as suas possibilidades e tendo sempre o cuidado de ter sempre algum de parte para o que possa vir amanhã. Nunca será grande coisa na vida!

 

Um individuo “esperto”, arrisca de vez em quando, mas quando sente que está a ir longe de mais e está a por em perigo a sua sobrevivência, vai à Deco saber o que deverá fazer para decretar insolvência e resolver os seus compromissos num prazo mais longo, mas permitindo-lhe ao menos sobreviver. Um dia, solvidos os seus compromissos, melhor dias poderão vir (até lhe pode sair o euromilhões, receber uma herança ou arranjar um emprego melhor) e poderá então, finalmente, realizar alguns dos seus projectos ou, quem sabe, até todos!

 

Pelo contrário, o individuo “parvo”, vai vivendo ao desbarato, vai pedindo novos créditos para pagar dívidas antigas e quando vê esgotado todos os recursos normais (pais, amigos, instituições bancárias) recorre aos agiotas a um juro exorbitante acabando normalmente a ser perseguido pelos credores e pelas autoridades. Muitas vezes, sucumbe ao peso da responsabilidade e suicida-se!

 

Será que não deve ser isto que deve também acontecer com os países?

 

É que se é, Portugal está sem dúvida a fazer o papel de “parvo” e parece que nunca mais se apercebe disso.

 

Ou será que ainda está a tempo de abrir os olhos e “espertar”?

 

Enfim, responda quem souber!

 

 

publicado por João Mateus às 22:47
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1 comentário:
De João Mateus a 18 de Abril de 2011 às 14:03
Hoje, não restam dúvidas, escolhemos (alguém nos empurrou para isso!) mesmo o papel de "parvos"!

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